Crônica dos comuns: Computação em nuvem e “educação em nuvem”

Imagem: Economico.pt
Computação em nuvem e “educação em nuvem”
Computação em nuvem trata-se um modelo de computação oferecido como um serviço, aos moldes do serviço de distribuição de energia elétrica. Bom este já é um ponto interessante para reflexão, visto que até o momento a rede internet, embora tenha incorporado a mesma proposta, ainda não viabilizou na prática este método de distribuição.

Contudo, a computação em nuvem possibilita a oportunidade de interligar sistemas de computação disponíveis em uma organização, criando uma rede ampla e dinâmica por possibilitar a interconexão com outros recursos digitais, a exemplo de ipad, celulares, etc. Este procedimento traz como principal objetivo maximizar com flexibilidade os recursos informáticos, com base no conceito de virtualização, formando uma rede compartilhada, onde as informações são processadas a partir de qualquer computador em tempo real. Trata-se de uma tema que dialóga fortemente com a Web 2.0 e inclusão digital.

Segundo Mansur, et al (2010), a computação em nuvem representa uma alternativa, como um novo rumo para a educação, fundamentado-se em autores como Lynch e Bencler – estudiosos de informática e sociedade em rede – que migram o conceito para a área educacional.

O que os autores denominam de educação em nuvem, tomando por base o conceito de computação em nuvem, se difere da educação à distância graças aos menores custos com os aparatos computacionais. Já que as transferências dos pacotes de dados se dão pelos computadores disponíveis em toda a rede, ou seja, sem ficar a mercê do servidor. As transferências podem ser acessadas a partir de qualquer dispositivo, fator que realmente quebra barreiras, pois de acordo com o IBGE (2005), o número de celulares ainda supera os números de computadores na realidade brasileira.

Nessa perspectiva, a “educação em nuvem” representa mais uma oportunidade de se possibilitar o alcane à “àgora digital”, onde todos os conhecimentos estariam abertos em flutuação constante na rede, sem depender necessariamente de atrelar o acesso em ambientes físicos. Contudo, cabe pensar se este ambiente virtual já existe e se as pessoas que têm a possibilidade de usar dispositivos eletrônicos (celular, TV, videogame, etc.) terão as competências necessárias para acessar o conhecimento disponível na nuvem.

O fato desses dispositivos povoarem a realidade da maioria dos sujeitos é um ponto positivo que com certeza agregará novas possibilidades de acesso à informação para cada vez mais pessoas. Entretanto, cabe a reflexão do que estão chamando de “educação em nuvem”; qual a ligação desta com a escola? trata-se de educação formal ou informal? quem tem acesso e, principalmente, é necessário mediação humana para acessar? No nosso entendimento, essas são umas das questões que precisam ser observadas com certa profundidade antes, até mesmo, de intitularmos mais um termo para a área. Compreendemos que a interconexão sobre estes dispositivos, ou seja, a computação em nuvem corrobora como ampliação dos ambientes por onde podem circular a informação e produção de conhecimentos. Com isso percebemos um alargamento das possibilidades pedagógicas da escola, ou seja, uma coalizão das atividades educacionais aos dispositivos que a nuvem proporciona, conduzindo ao aprendizado.

Mais uma vez, na nossa perspectiva, parece que o debate sobre o acesso e desenvolvimento frente a essas tecnologias deve ser considerado. E, acrescentamos que se trata de um tema com bastante espaço para a discussão e aprendizado.
Por Barbara CN

Para saber mais sobre computação em nuvem na educação, veja:

1 – Mansur, et al. Novos rumos para a Informática na Educação pelo uso da Computação em Nuvem (Cloud Education): Um estudo de Caso do Google Apps. 2010.
2 – Cloud Education – Educação em Nuvem

4 Respostas para “Crônica dos comuns: Computação em nuvem e “educação em nuvem””

  1. Anderson Eduardo diz:

    educação em nuvem vem sendo uma consolidação de uma tecnologia que vem se difundindo cada dia que passa que é a computação em nuvem, no entanto respondeno a as questões acima (bonila), não quer dizer que o esnino formal ou informal passaria apenas ao uso da computação, hoje a educação em nuvem vem complementando e criando um laço entre as instituições e os alunos, recentemente a faculdade Anhanguera adotou o Google Apps que nada mais é computação em nuvem em forma de serviço para viabilizar a questão da interatividade e comunicação entre todos, dsiponibilizando recursos on-line dispensando gastos como estrutura, aquisição de software, manunteção, atuzalização entre outros.

  2. Ana Elisa diz:

    Oi Barbara,

    O texto é bem instigante…

    Com certeza a possibilidades das informações estarem disponíveis em qualquer espaço (no caso nas “núvens”) é bem mais atrativo do que vê-la presa a um computador.

    Mas a educação para ser educação, as informações podem estar em qualquer lugar, pois o que fará sentido é a forma como essa informação será utilizada.

    Em contrapartida, é fato que a acessibilidade as essas informações quando estão “nas núvens” é bem mais acessível, principalmente se pensarmos nas barreiras de tempo e espaço para a difusão das mesmas.

    O tema vale uma investigação.

    Bjsssss

    Ana

  3. Isabel diz:

    Oi Bárbara,

    Levantar um assunto tão novo é colocar mais inquietações em todos. Isto é muito bom.

  4. Bonilla diz:

    Olá Bárbara,
    temos aqui algumas questões para pensar:
    - qual a relação entre essa “educação em nuvem” e a escola formal, presencial ou a distância?
    - qual a relação entre essa “educação em nuvem” e a educação informal?
    Aprofunde a reflexão nessas direções…
    bj
    Bonilla


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