Campus Party 2017 BA – DIA 1: Abertura

Campus Party 2017 BA – DIA 1: Abertura

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Fomos convidados à fazer a cobertura dessa grande comemoração que celebra a ciência e a tecnologia. Internet de 40G, bancadas de trabalho, nerds, shows, comics, […] tudo isso distribuído em espaços variados pelo estádio. Alias, é a primeira vez que uma Campus Party é realizada um estádio, segundo o organizador Tinoco Novaes.

Foto da Coletiva de Imprensa na Campus Party 2017 - Profa. Barbara Coelho

Coletiva de Imprensa na Campus Party 2017 – Profa. Barbara Coelho

A coletiva de impressa contou com a presença de autoridades nacionais, a exemplo do ministro de Ciência e Tecnologia e locais como o Secretário de C&T do Estado da Bahia. Esteve também presente a porta voz da FORD, o diretor geral, Tinoco Novaes, e o presidente do Instituto Campus Party.

A Campus Party traz nesta edição, como destaque, o empoderamento das mulheres negras a partir das TIC.

Francesco Farruggia

Após a coletiva de imprensa, fizemos um tour para conhecer todos os espaços e palcos distribuídos pela Arena, com as honras do diretor geral, que apresentou detalhadamente as atividades potenciais.

Foto de Lounge de Abertura da Campus Party 2017 - Profa. Barbara Coelho

Lounge de Abertura da Campus Party 2017 – Profa. Barbara Coelho

Os organizadores também destacaram a importância de se refletir sobre o uso das tecnologias pelas diferentes gerações e aproveitaram para chamar atenção de duas de suas principais conferencias nesta edição, o Capra e Dido Schnneider.

De 9 a 12 de agosto acontece a Campus Party realizada na Arena Fonte Nova, em Salvador Bahia.

A campos conta com o palco Inovação, Ciência, Tecnologia, Entretenimento e o Palco Principal para as abrações internacionais. Acompanhe mais informações sobre nossa cobertura aqui no Inclusão e Cognição ou no Facebook: @grupodepesquisalti ; @marketingdigitaleducacao

Vídeo da Cerimonia de Abertura e Tour na Campus Party 2017 BA – DIA 1:

Um abraço e até amanhã!

Barbara Coelho

INCLUSÃO SOCIODIGITAL E A BIBLIOTECA PÚBLICA: reflexões…

INCLUSÃO SOCIODIGITAL E A BIBLIOTECA PÚBLICA: reflexões…

A sociedade brasileira é historicamente marcada por grandes desigualdades sociais. Segundo o censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2010), a taxa de analfabetismo no Brasil de pessoas com 15 anos ou mais anos é (9,6%), entre a população branca (5,9%), entre os negros é ainda maior (14,4%), e segundo a mesma fonte, ao menos uma proporção (60,5%) de domicílios tem alguma restrição de acesso à educação, proteção social ou serviços básicos domiciliares. Nesse contexto, surge uma nova necessidade humana; a inclusão sociodigital.

Quadro 1 - Inclusão digital Bibliotecas Públicas

Uma parcela muito grande da população brasileira sofre com o abandono e falta de acesso a serviços básicos. A biblioteca pública sempre foi um espaço de democratização da informação e sempre se apropriou das tecnologias disponíveis para fazê-la. Portanto, para continuar a exercer um papel inclusivo, essas instituições precisam transcender suas limitações tecnológicas, a fim de se tornarem um espaço democrático no exercício da cidadania.

O tema biblioteca pública e inclusão digital tem sido motivo de reflexões na sociedade contemporânea, que com advento contínuo de novas tecnologias, é constantemente modificada, desencadeando um processo de exclusão que vem se tornando decisivo para a manutenção de papéis sociais daqueles que estão à margem do uso das TIC. (SANTANA, 2016)

Com isso, percebe-se que na atualidade tão importante quanto a automação das bibliotecas é levar em consideração os aspectos sociais e humanísticos da face tecnológica, é investir no material humano para que haja um efetivo desenvolvimento social, econômico e educacional. Segundo Neves (2017):

“Associar letramento à utilização da internet é o que proporciona recuperar informação relevante nos grandes sistemas (bancos e base de dados), já que é por meio da estratégia de busca que se recupera informação de qualidade e com a pertinência individual, que cada pessoa demanda para produzir o conhecimento.”

A biblioteca é um ambiente em constante crescimento e atualização, essas características, viabilizam o desenvolvimento de programas de inclusão digital nessas instituições, e proporcionam grandes benefícios aos participantes, pois essas ações têm o objetivo de auxilio à cidadania.

Para saber mais leia o livro Mediação e Inclusão digital.

TECNOLOGIA E MEDIAÇÃO: uma abordagem cognitiva da inclusão digital

TECNOLOGIA E MEDIAÇÃO: uma abordagem cognitiva da inclusão digital

Por Barbara Coelho

Ciclo de entrevistas com especialistas (Emir Suaiden)

Emir Suaiden (Ex Diretor do IBICT, prof. Titular da UNB e Coordenador Geral do Mapa de Inclusão Digital) fala sobre inclusão digital e política de informação em entrevista a Barbara Coelho

Arquivo Fiocruz

Entrevistadora (Barbara Neves): Para começar, eu gostaria de saber do senhor qual sua percepção sobre inclusão digital.

Entrevistado (Emir Suaiden): Inclusão digital, como qualquer tipo de inclusão, ela tem um conceito assim muito controvertido. Por exemplo, quando se fala na exclusão social, se imaginava que exclusão era só para as pessoas pobres e marginalizadas. Hoje você pode ter locais acadêmicos, locais de excelência, onde se tem o problema da exclusão. Então ela é assim de forma muito compartilhada, muito dialética, mas por quê? Porque o ensino brasileiro, desde o ensino fundamental, o sistema não conduz o aluno para a inclusão social. E a inclusão digital é mais complexa porque tende de um comportamento cultural, de um comportamento ético e depende também de tecnologia. Se você tem problemas, como poder aquisitivo, você terá dificuldades em ser incluída digitalmente. Se você tem problemas de capacidade intelectual, também terá dificuldades. Então por isso, é muito complexo. E para mim, o fundamental na questão da inclusão é que se tem que incluir o ser humano em sua totalidade. Entendeu? Não é somente ele aprender entrar no Word ou na internet, ele tem que ter capacidade de avaliar a informação, por exemplo, somente no caso dos sites educacionais no Brasil você tem um exemplo. Pois o indivíduo não deve ser dependente do site. Ai é que vem a questão da competência informacional, ou seja, você tem que ter competência para avaliar a autoridade de quem escreveu aquilo, avaliar o tema, a atualização do tema, quer dizer, fazer comparação com outros temas que você ler. Por isso que o Brasil até hoje é um país que tem poucos pesquisadores e muito menos patentes; por que?, porque você não forma o pesquisador de fim nisso. Não só falar que o pesquisador é pós-graduação. Não. Então, por isso que a definição é complexa. Eu sempre faço uma analogia da inclusão digital com a formação de um público leitor. Por parte da CP, no caso do leitor, se tem uma indústria editorial forte, se tem bibliotecas porque depende muito do modelo mental da pessoa. O acesso é fácil, mas você pode morar ao lado de uma grande biblioteca e não utilizar. Eu vejo na região da UNB que se uma biblioteca disponível durante 24 h e as pessoas não usam, tendo acesso. Então você tem na América Latina, e Caribe principalmente, como você não tem público leitor, é grave demais a questão da inclusão digital porque está pré-dispões hábitos de leitor e tecnologia também. Então você tem que formar. Tem que capacitar, avaliar e mudar essas condições no indivíduo, que está acostumado na cópia de dicionários e enciclopédias, no (ctrl C e ctrl V). É sempre uma cultura reprexa, então se tem que mudar esse contexto de exclusão digital.

 

Entrevistadora (Barbara Neves): O senhor acha que estamos vivendo um segundo momento da exclusão digital? (Quero dizer antes, no primeiro momento da Implementação da Socinfo, o Governo se voltou mais para infraestrutura. Hoje em dia como na palestra de ontem se houve falar em necessidade de conteúdo e mediação). E esse momento poderia ser chamado de uma abordagem cognitiva da inclusão digital?

Entrevistado (Emir Suaiden): É. Porque o primeiro momento foi muito bom ele elevou extraordinariamente a questão do custo do Brasil. Por que o Governo anterior, o primeiro mandato de FHC, ele entendeu Sociedade da Informação como informatização da sociedade. Isto foi um erro crônico porque ele criou um projeto para mandar computadores para as escolas e o MEC já fazia isso com o livro e não criava o público leitor. Então hoje os países que tiveram hesito em acabar com a exclusão social implantaram um programa de inclusão que não era só baseado no computador. Você tem que ter capacitação, tem que ter metodologias de mediação da informação, competência informacional e alfabetização da informação. Porque é a mesma coisa, por exemplo, os anglo saxões nascem com essa capacidade de leitura que nós não temos. Então para que a grande maioria do povo brasileiro possa ter acesso à leitura você tem que utilizar metodologias de mediação da leitura porque sozinho ele não chega. E o problema diz que é grave porque somente um leitor forma outro. Então realmente, hoje se percebe que existe uma consciência física de inclusão digital e toda essa questão de se trabalhar as competências informacionais, formar os pesquisadores, utilizar metodologias de mediação da informação e formar um novo pesquisador. Então hoje está cada vez mais claro que não é só distribuir computadores. O custo do computador baixou muito e isso ajuda, mas não é isso que irá fazer com que as pessoas se incluam. Inclusive eu vi a alguns anos atrás um Deputado fazendo um discurso que na cidade dele seriam todos incluídos digitalmente porque todos teriam MPI. Quer dizer isso é uma visão distorcida, pois você tem que aplicar metodologias. Você não pode ter uma cultura complexa e passiva diante do computador. Ou seja, tem que se formar esse leitor crítico; E para o leitor crítico o que interessa é informação em tempo real. Então eu acho que essa capacidade cognitiva está sendo levada cada vez mais em conta HOJE.

 

Entrevistadora (Barbara Neves): E na formulação das novas políticas públicas, voltadas para as questões de informação, o senhor acha que estas questões estão sendo levadas em consideração?

Entrevistado (Emir Suaiden): Sim. Porque o Ibict está, praticamente, recuperando o tempo perdido da inclusão digital. Então nós partimos que para se fazer um planejamento, para se criar uma política de inclusão, o primeiro passo é o diagnóstico – que ninguém tinha – por isso que criamos o Mapa da Inclusão Digital, visando perceber as melhores experiências. Em segundo, estamos levando nossos programas junto a FUNAI, ao MEC. Assim essa política de inclusão é baseada na valorização do conhecimento, na cognição do conhecimento, levando metodologia e incentivando que as pessoas parem de copiar. Pois para você transformar um sujeito em pesquisador, este não pode copiar. Então, nós estamos valorizando muito isso, pois temos experiências no Ibict que todos os problemas do ensino fundamental e ensino médio, por exemplo, a maioria dos alunos tem horror a matemática. Nós temos pessoas no Ibict que faz o ensino da matemática utilizando o computador e software adequado e os alunos ficam extremamente motivados. Quer dizer, devemos acabar com esses problemas, ou seja, escrever adequadamente as políticas. Então qual é o problema? Você tem que motivar. Porque, o que é fracasso escola? evasão, dependência e falta de qualidade. Se tem que recuperar esses traumas desde o descobrimento do Brasil. Ou seja se tem que levar o ensino, isso é o que tentamos fazer em todo os programas de inclusão do Ibict, é algo que motive o aluno. Ele tem que está motivado. E outra facilidade é que essa nova geração tem muita facilidade com as tecnologias. Isso facilita a criação do novo comportamento educacional, cultural e científico.

Lançamento da publicação TIC Domicílios e TIC Empresas 2013

Baarbara Coelho_CONVITE_lan__amento_tic DOM_EMP-02-2Para minha alegria estarei em SAMPA para atender ao convite do CETIC.br / cgi.br para prestigiar ao lançamento da publicação TIC Domicílios e TIC Empresas 2013 , dia 07 de outubro de 2014, às  19:00, no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo.

Na oportunidade terá a apresentação dos principais destaques da pesquisa seguida de debate sobre o tema: “Sociedades conectadas: implicações para indivíduos e empresas” com a presença de:

Francisco Saboya (Porto Digital)
Graciela Selaimen (Ford Foundation)
Ronaldo Lemos (ITS Rio)
Silvio Meira
Mediação: Cristina De Luca

Em breve irei compartilhar as fotos do evento, entrevistas com os palestrantes e a publicação em formato digital.

he he, até mais!

Evento acadêmico trata sobre Política e Gestão da Educação no Nordeste

  O VIII Seminário Regional de Política e Administração da Educação do Nordeste e o Encontro Estadual de Política e Administração da Educação/BA é um evento acadêmico da ANPAE/nordeste. Ele acontecerá em Salvador, de 06 a 08 de dezembro.

O tema este ano é “Política e Gestão da Educação no Nordeste: Desafios e Perspectivas”. A programação completa e os prazos para chamada de trabalho podem ser verificados a seguir: www.anpaene2014.org

 

Resumo do meu artigo publicado na Revista Ciência da Informação

Revista CI

Mediação da informação para agentes sociodigitais: o salto
by Barbara Coelho

Os conceitos de mediação da informação e competência informacional são retomados neste artigo de revisão, como elementos potencializadores do salto qualitativo de sujeitos quando submetidos a atividades no computador e na internet. Destaca-se a importância da discussão da mediação da informação e da competência informacional no aspecto da inclusão sociodigital. Busca-se atingir dois objetivos específicos: a) considerar, de acordo com aspectos da competência informacional, as potencialidades de um mediador humano em ponto de inclusão digital; b) descrever as competências individuais esperadas por esse mediador. Considera-se que o mediador de inclusão digital, assim como nas bibliotecas, é o agente que potencializa os saltos dos usuários no trato com a informação acessada nesses ambientes digitais.

Leia o artigo completo…