Fim da Web

Fim do e-mail, o HTTP já era e morte da Web… Entretanto, do que se trata? O que deu origem a se decretar a WWW como morta?
Tudo começou com a publicação de um artigo na prestigiada revista dos EUA Wired Magazine, assinado pelo editor-chefe, Chris Anderson, intitulado “The Web is Dead” (“a Web morreu”). A publicação impulsionou uma série de debates a respeito do que vem causando o declínio dessa “jovem”, nascida há duas décadas. Leia o artigo completo no Observatório da Imprensa.

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O que é a e-life?

Fonte da Foto: e-life
Estamos entendendo por e-life os hábitos de uso e comportamento de internautas na rede internet. A e-life está relacionada ao ambiente, formas de participação e de uso, principalmente, nos potencializadores de redes sociais, a exemplo do Orkut, Facebook e Twitter. A expressão e-life vem sendo associada aos hábitos do consumidor moderno. De um lado, esta relação vem chamando atenção de interessados em conhecer as formas mais eficazes de gerir as demandas do consumidor por meio destes canais, incrementando uma nova categoria de marketing: o marketing digital. Por outro lado, há o interesse em observar a e-life e sua influência como fonte de informação.

Inclusão digital e narrativas em rede

Entrevista realizada com Edvaldo Couto (UFBA) sobre narrativas em rede e com Marie Jane (UFRGS) sobre inclusão digital no âmbito do IV Seminário Internacional de Filosofia e Educação – UPF.
Edvaldo discute a experiência das pessoas nas redes sociais, observando as narrativas neste ambiente como espaços de aprendizagem. Marie trata da EAD, considerando os aspectos de interatividade na perspectiva da inclusão digital na educação. Marie se fundamentará em Dewey.

Ta sabendo da etnografia virtual?

Imagem: Secondlife.

O ciberespaço, ambiente predominantemente urbano e caracterizado pela comunicação viabilizada pela convergência de tecnologias, tem sido alvo, já algum tempo, de conteúdo de pesquisas. Uma das metodologias, que vem sendo bastante utilizadas para aproximação do conteúdo, enquanto objeto, vem sendo a etnografia, nesse espaço fluído conhecida como etnografia virtual.
Essa prática de pesquisa virtual tem origem nos aportes teóricos da antropologia e os pesquisadores se baseiam fortemente em Lévi-Strauss. No ciberespaço, a etnografia vai tratar de observar uma parcela muito pequena do fenômeno maior da sociedade. Contudo, o estudo desse efeito menor visa conferir indícios de um efeito bem mais abrangente na sociedade, que a relação proporcionada pelas tecnologias de informação e comunicação (TIC).
A etnografia virtual vem sendo uma metodologia pertinente para estudos em chats, fóruns, congressos on-lines e comunidades virtuais de ordens variadas. Envolvem a reunião de documentação a respeito do tema estudado nestes ambientes, participação, entrevistas pessoais e questionários. Tudo isso em uma perspectiva que compreende observar-participar e registrar tudo, tendo a consciência que se trata de um contexto fluído e de características desterritorializadas, onde os participantes executam papeis com maior facilidade que no ambiente “real”, ou seja, fora da internet.
Mas será que todo este esforço não esbarra, exatamente, na dificuldade de captar um fenômeno que por essência é irreal? Será que no fundo, trata-se do que PLANELLS, provocou como registro banal?

Crônica dos Comuns – Tecnologia da relação: a Web 2.0

Tecnologia da relação: a Web 2.0
imagem de bsf.org.br

Já dizia o Chico Buarque que os cidadãos japoneses, chineses, espanhóis, lituanos, alemães, bombainos e hindús… fazem, mas para fazer é preciso algum tipo de relação, seja ela intencional, induzida, consequente, etc. A relação é o eixo central da Web 2.0; é o “entre” de acordo com Primo (2007).

Web 2.0, também conhecida como Web Social, trata-se da nova geração de serviços on-line que possibilita “[…] potencializar as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações, além de ampliar os espaços para a interação entre os participantes. (Primo, 2007, p.115). Para O’Reilly a web 2.0 se configura como uma arquitetura de participação por funcionar conjuntamente como servidor/cliente e possibilitar o desenvolvimento por meio da usabilidade.

A Web 2.0 tem ênfase na publicação para participação, pois ao publicar suas informações o indivíduo tem acesso à participar da informação de outros sujeitos. O alcance dos blogs como ferramenta de comunicação que proporciona a criação de pequenas redes de amigos ou grupos que possuem interesses em assuntos específicos.

O modelo massivo de internet, não colaborativo, fortalece o centro, enquanto que a Web 2.0 se desenvolve pelas bordas da rede. Sua perspectiva é hibrida entre o pull e o push, ou RSS (sistema que possibilita o internauta ser um assinante de informações atualizadas sobre o seu interesse). Outro aspecto também muito comentado sobre a Web 2.0 é seu mecanismo de indexação, ou seja, as folksonomias que possibilitam a entrada de palavras sem ordem de classificação. As folks possibilitam a indexação livre de termos que visam recuperar a informação, bem diferente das taxonomias (baseado no vocabulário controlado) muito utilizadas para a classificação na indexação do conhecimento nas bibliotecas. As TAGs são as palavras indicadas pelos internautas dos micro blogs, visando criar significado e registro que permite a recuperação da informação.

A Rede social se apresenta como maior contribuição para a rede por permitir a abertura para o trabalho coletivo, sendo uma alternativa aos indexadores. Exemplo disso, Blog em sites fixos de bibliotecas. A web social vem sendo celebrada e tem funcionado em algumas experiências junto às bibliotecas, apresentando bons resultados no estabelecimento de mais um canal de comunicação entre os usuários e os bibliotecários. Muitas instituições têm utilizado serviços da Web 2.0, mas essa vai além de possibilitar a conexão entre organizações e indivíduos, ela promove interação entre os envolvidos. É um fenômeno sistêmico e independente.

Primo (2007) chama atenção a uma questão relevante. Para ele a observação sobre a Web social não deve ter enfoque em um lado (EU-BLOG) ou (TU-sujeito), mas sim observando o relacionamento que é possível ou existe “entre” as partes. Ou seja, no caso da rede social como mais uma ferramenta de comunicação, a observação deve ser também na relação que promove a construção coletiva em torno da proposta que estes atores estão envolvidos. Quando (EU-BLOG) realizo um post, por exemplo, contribuo com a coletividade. Um ato sistêmico e cíclico, onde nosso envolvimento na rede nos faz inventar e sermos inventados pela coletividade. Nessa atitude não precisa necessariamente haver um diálogo. Essa relação de cooperação com a coletividade não é sempre deliberada ou intencional; voltemos a pensar na relação necessária para fazer “algo” de acordo com o trecho da canção do Chico. Façamos… vamos nos relacionar
Por Barbara Coelho

Mais informações sobre WEB 2.0 consulte:
1 – What is web 2.0?
2 – Primo, A. O aspecto relacional das interações na Web 2.0.
3 – Moreiro González, J.A. et al. De repente, todos hablamos de ontologías?

Comunidade Virtual

Comunidades virtuais: conceitos, preconceitos

A noção de comunidades virtuais contrabalança com os conceitos clássicos de comunidade de Weber, Durkheim e Tonnies, onde o pertencimento, a solidariedade, a territorialidade e dos elos baseados nas ligações quase que de ordem familiar, são ultrapassados no ciberespaço, reestruturando a tese do viver em comunidade. Baseiam-se em Turkle para defender que no âmbito das comunidades virtuais procura-se a expressão da própria identidade ou se elabora uma transformação desta. Por outro lado, questões de segregação também podem se formar. Em alguns casos essas comunidades virtuais terminam por refletir problemáticas sociais que colocam em cheque a opinião pública (âmbito social), extrapolando os limites da comunidade. Exemplo disso, cito a criação de guetos e, recentemente, atos de preconceitos contra a nordestinos em comunidades virtuais. Esse seria um ponto negativo das comunidades virtuais, entretanto a propensão à comunicação e identificação com pares, além de possibilitar o reencontro e a disseminação de informações são aspectos positivos.

Outros pontos também tratados é a interatividade com base na comunicação mediada por computador (CMC) e conteúdo cultural.

Compreendo e concordo com o texto que o ciberespaço é resultante da dinâmica da sociedade em seu estágio atual, entretanto no que concerne a sua representação pelo segmento social jovem urbano escolarizado, tenho minhas ressalvas. Pois ao observar os telecentros baianos, foi possível perceber que comunidade virtual se trata de um movimento muito amplo, onde atém mesmo aqueles que não possuem muita escolaridade, ou seja, que muitas vezes nem mesmo são alfabetizados ou precisam de ajuda para entrar no e-mail, possuem registros em comunidades virtuais, a exemplo do Orkut.

Por Barbara CN.

Reflexão respaldada no texto: FONSECA, D.; COUTO, E. Comunidades virtuais: herança cultural e tendência contemporânea. In: PRETTO, N. (org). Tecnologia e Novas Educações. Salvador: Edufba, 2005