Por que MARX nos interessa?

Porque além de que compreender seu método é fundamental para observação e análise das questões de desigualdade, inclusão/integração e desenvolvimento no sistema mundo contemporâneo, também por identificarmos que MARX e ENGELS são fundamentadores dos autores que compõem a nossa grade de leitura. Desse modo, a abordagem, o método e teoria de Marx circula as nossas leituras por meio de Vigotski, Luria (mediação e desenvolvimento); Adorno e Paulo Freire (educação e emancipação) e Pinto (tecnologia e sociedade).
Assim deixo aqui registrado mais um site (MARX21) interessante com informações sobre economia, política no Brasil e no mundo. Destacamos “o Método em Marx: Uma Palestra com David Harvey”.

Árvore filosófica do pensamento pedagógico

Imagem de Milton Alves.
Interessante esta árvore que demonstra o desenrolar do pensamento filosófico, sob a perspectiva da aplicação dessas ideias no âmbito dos estudos pedagógicos.

Muitos desses autores não pensaram diretamente a Educação, mas seus estudos, conceitos e teorias vem contribuindo diretamente para o desenvolvimento da área.

Uma das atrações dessa árvore de pensadores é sua ramificação, ou seja, como os galhos vermelhos da esquerda representam a tendência realista (Aristotelica) e os galhos azuis representam a tendência idealista (Platônica). Outro ponto interessante é o fundamento desses teóricos a partir do momento em que o pensamento se divide com os seguidores de Socrates (origem socrática). Esse é um aspecto que, particularmente, nos chama atenção – e deve ser assim para a maioria dos pesquisadores – pois, podemos ter uma ideia da corrente filosófica que influenciou o autor que fundamenta os nosso estudos, por exemplo.

No nosso caso, não deixamos de observar a localização e a influência filosófica do Vigotski. Diante disso, ficamos pensando se não seria mais apropriado sua aproximação do galho do Marxista. Pois, Vigotski afirmou querer apreender na globalidade o método de Marx, pretendendo fundamentar e construir uma psicologia marxista.

É um movimento parecido que pretendemos nos aporximando dos conceitos de Vigotski, trazendo para fundamentar o nosso esforço em atravessar o fenômeno em direção a essencia da inclusão digital.

Se eu não me engano, não é assim mesmo que se constrói os estudos, os instrumentos, os conceitos e a ciência?

VIGOTSKI NO BRASIL: análise das traduções


No momento atual, estou fazendo a leitura da tese de Zóia Prestes que trata sobre as obras do Vigotski publicadas no Brasil. Em síntese, os resultados de sua pesquisa se constituem em uma interessante análise acerca das traduções. Segundo Zóia, algumas das traduções do Vigotski, sobretudo aquelas baseadas em traduções norte-americanas,terminam por apresentar um conteúdo deturpado dos principais conceitos de Vigotski. Também, Duarte, estudioso vigotskiano, aponta deturpações nas ideias de Vigotski por parte das concepções ideológicas de alguns tradutores. No caráter ideológico, um dos pontos que os estudiosos mais avançados em Vigotski apontam é a assepsia da raiz marxista do construto teórico do autor, por parte de alguns tradutores.
Quando fazem cortes de informações das construções e das raízes conceituais adulteram a ideia do autor, sua história, as influências sociais e culturais que o autor vivia no seu período histórico.

Clique aqui e leia a Tese de Zóia Prestes sobre Vigotski.

LEV SEMIONOVICH VYGOTSKY

LEV SEMIONOVICH VYGOTSKY – Livro de Ivan Ivic, Coleção Educadores MEC, publicado em 2010.
O que traz de mais interessante são as indicações das obras de Vygotsky publicadas e âmbito internacional e as publicações brasileiras.
Sugiro atenção ao capítulo “Vygotsky Atual” que faz um resumo da obra A formação social da mente.