INCLUSÃO SOCIODIGITAL E A BIBLIOTECA PÚBLICA: reflexões…

INCLUSÃO SOCIODIGITAL E A BIBLIOTECA PÚBLICA: reflexões…

A sociedade brasileira é historicamente marcada por grandes desigualdades sociais. Segundo o censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2010), a taxa de analfabetismo no Brasil de pessoas com 15 anos ou mais anos é (9,6%), entre a população branca (5,9%), entre os negros é ainda maior (14,4%), e segundo a mesma fonte, ao menos uma proporção (60,5%) de domicílios tem alguma restrição de acesso à educação, proteção social ou serviços básicos domiciliares. Nesse contexto, surge uma nova necessidade humana; a inclusão sociodigital.

Quadro 1 - Inclusão digital Bibliotecas Públicas

Uma parcela muito grande da população brasileira sofre com o abandono e falta de acesso a serviços básicos. A biblioteca pública sempre foi um espaço de democratização da informação e sempre se apropriou das tecnologias disponíveis para fazê-la. Portanto, para continuar a exercer um papel inclusivo, essas instituições precisam transcender suas limitações tecnológicas, a fim de se tornarem um espaço democrático no exercício da cidadania.

O tema biblioteca pública e inclusão digital tem sido motivo de reflexões na sociedade contemporânea, que com advento contínuo de novas tecnologias, é constantemente modificada, desencadeando um processo de exclusão que vem se tornando decisivo para a manutenção de papéis sociais daqueles que estão à margem do uso das TIC. (SANTANA, 2016)

Com isso, percebe-se que na atualidade tão importante quanto a automação das bibliotecas é levar em consideração os aspectos sociais e humanísticos da face tecnológica, é investir no material humano para que haja um efetivo desenvolvimento social, econômico e educacional. Segundo Neves (2017):

“Associar letramento à utilização da internet é o que proporciona recuperar informação relevante nos grandes sistemas (bancos e base de dados), já que é por meio da estratégia de busca que se recupera informação de qualidade e com a pertinência individual, que cada pessoa demanda para produzir o conhecimento.”

A biblioteca é um ambiente em constante crescimento e atualização, essas características, viabilizam o desenvolvimento de programas de inclusão digital nessas instituições, e proporcionam grandes benefícios aos participantes, pois essas ações têm o objetivo de auxilio à cidadania.

Para saber mais leia o livro Mediação e Inclusão digital.

TECNOLOGIA E MEDIAÇÃO: uma abordagem cognitiva da inclusão digital

TECNOLOGIA E MEDIAÇÃO: uma abordagem cognitiva da inclusão digital

Por Barbara Coelho

Mídias sociais digitais: potencializadoras das redes sociais nas bibliotecas

Mídias sociais digitais: potencializadoras das redes sociais nas bibliotecas

O que são Redes

Redes são estruturas abertas capazes de se expandir de forma ilimitada, integrando novos ‘nós’ desde que consigam se comunicar dentro da rede, ou seja, desde que compartilhem os mesmos códigos de comunicação. (CASTELL, 1999). A criação da World Wide Web, também conhecida como Web ou WWW ocorreu no dia 12 de março de 1989, por Tim Berners-Lee.

Redes sociais como potencial para Biblioteca

Redes sociais

As redes sociais são caracterizadas como conexões entre indivíduos que compartilham informações, independente de localização geográfica e física. O ser humano, naturalmente, vai criando suas redes sociais durante a vida. Essas redes são de diversos tipos, mas que compartilham informações gerando trocas sociais que fortalecem essas estruturas (RECUERO, 2009).

 

Potencial de Redes Sociais nas Bibliotecas

Vale salientar que o conceito ‘social’ sempre será mais relevante que o de ‘mídia’. As plataformas – como o Facebook, o YouTube, o Snapchat, o Instagram, Pinterest, Linkedin e o Twitter, assim como os wikis, microblogs, podcasts, dentre outros –, potencializam a dinâmica entre os vínculos, entretanto não conseguem elas, por si só, provocá-las (BARGER, 2013).

Redes sociais na Biblioteca, TIC para Bibliotecários e educadores

Redes sociais na Biblioteca

Este é um ponto que interessa e sustenta o argumento da discussão sobre o uso das redes sociais pelas bibliotecas, pois o fortalecimento da dinâmica das relações poderão acontecer quando implementadas estratégias do líder da unidade de informação de forma consciente, ativa, coerente e proposital. A dinâmica de mão dupla é o aspecto mais importante das mídias sociais digitais. Isso precisa estar claro na mente do seu organizador, caso haja intenção de promover um determinado produto ou serviço.

Neste contexto, o bibliotecário estrategista em mídias sociais digitais precisa ter este princípio de forma nítida em seu objetivo e planos de ação que visam apresentar, nestes ambientes, produtos, recursos e serviços da unidade de informação.

CONVERGÊNCIA E TRANSMÍDIA

Indicação de Leitura

Indicação de Leitura


CONVERGÊNCIA E TRANSMÍDIA: GALÁXIAS SEMÂNTICAS E NARRATIVAS EMERGENTES
Narrativas transmídia: diversidade social, discursiva e comunicacional
Narrativa transmídia e sua potencialidade na educação aberta
Olá pessoas, esses textos abordam convergência de TIC e narrativas transmídias. Trazem discussões do assunto na comunicação e na educação. É interessante também para esquentar as discussões sobre biblioteca interativa, principalmente para dinamizar a hora do conto.
Hehe, boa leitura! Babara Coelho.

INCLUÍDO DIGITAL: Ser ou não ser? eis a questão.

PID de Mucuri-BA. Foto: Barbara Coelho
INCLUÍDO DIGITAL: Ser ou não ser? eis a questão.
No atual estágio de meus estudos tenho me questionado quanto ao que é inclusão digital. Porque este termo que tem povoado minhas leituras, pesquisas e escritos parece, ultimamente, levantar ainda mais contradições. Quando comecei minhas pesquisas sobre este tema questionava o que é realmente inclusão digital, depois passei a perguntar quais os elementos que indicam uma pessoa, município ou país ser mais incluído digital que outro. Retorno a estas questões, aparentemente básicas, mas hoje, com o entendimento de que não existe um ente de fato excluído da sociedade. Quero dizer, que como a tecnologia é o reflexo da sociedade, não há como de fato se ser excluída desta. Mas ao mesmo tempo me questiono sobre as pessoas que nunca tiveram acesso aos meios digitais. Como devemos designá-las? Então deveria ir mais além e dizer que tal pessoa, certamente, deverá não ter acesso também a outros meios, a exemplo da alfabetização. Então, estarei dizendo que a escola tem também o papel de incluir o indivíduo nos meios digitais, o que me coloca frente a mais um questionamento: A escola é incluída digital?
Desse modo, podemos pensar os questionamentos por partes. Na atualidade compreendo que pensar a inclusão digital em três perspectivas, pode ajudar a procurar mais elementos que apóiem no entendimento dessa celeuma. Pensemos que podemos entendê-la como acesso, como treinamento e como formação. Esse entendimento foi clareado após os debates na última palestra da professora de Educação, Comunicação e Tecnologias, Maria Bonilla. O acesso é importante, mas não suficiente. Na perspectiva do acesso, observamos a discussão da infraestrutura e toda a forma de apelo dos parlamentares em seus discursos. A perspectiva do treinamento parece ser, a meu ver, aquelas discussões sobre os projetos que foram implementados e que conseguiram se manter, com muito custo, mas que não se constituem de fato uma “inclusão digital” desejada para proporcionar um salto qualitativo da população. No atual contexto, seriam as poucas iniciativas que chegaram a um estágio do que se tem de mais avançado no País. Ou seja, um treinamento que visa potencializar parcelas da população que está “excluída” – a margem do processo capitalista fortemente enraizado pelas TIC – no núcleo do consumo da informação. Já a proposta de inclusão digital que visa à formação dos indivíduos parece apresentar características que podem proporcionar este salto, pois a pretensão dos mais entusiastas – não me eximo disso – é o envolvimento de várias categorias e da compreensão que o processo sócio-histórico influencia no contexto de desenvolvimento. Trocando em miúdos, a escola parece ter condição de destaque nessa perspectiva por apresentar os caminhos para a formação, uma vez que esta é a célula mater da educação. O mesmo pode se pensar para outros organismos como a Biblioteca, cuja função também é a de contribuir com a visão crítica dos sujeitos.
Assim, está longe deste texto discutir com profundidade estes elementos, mas de sim adicionar mais elementos a celeuma do “incluído” e “excluído” que envolvem as discussões sobre o tema da inclusão digital. Contudo, acho que um passo importante foi tomado na minha concepção de inclusão digital e da necessidade de se entender sua problemática, partindo do para o além do acesso.
Por Barbara Coelho