[INFOGRÁFICO] 3 Considerações da Mediação para o Uso das TIC

Conceitos como os de mediação, zona de desenvolvimento proximal (ZDP) e interacionismo são recuperados, na atualidade, para explicar e defender a perspectiva de desenvolvimento sócio-interacionista por intermédio das tecnologias.

O lado cognitivo em destaque na intermediação com as TIC

A partir do entendimento do pensamento social e da construção social da mente,  reflexões como as do Vigotski podem ser relevantes para justificar e valorizar a mediação humana nos contextos que envolvem sujeitos com a recuperação da informação, ensino-aprendizagem e processos cognitivos.

No contexto do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), o entendimento de como se desenrola a ZDP parece viável por fazer referência a aspectos cognitivos, como construção do conhecimento e aprendizado, que exaltam a interação social e participativa entre sujeitos em aprendizagem com outros mais capazes. Este processo interativo favorece o aprendizado de ações diversificadas nas TIC.

A ZDP esta relacionada com aquelas funções que ainda não amadureceram, mas que estão em processo de maturação para o desenvolvimento do indivíduo.

Vigotski (2007)

Com base nesses aspectos desenvolvi este Infográfico intitulado 3 Motivos para considerar a mediação no uso das TIC, a partir de alguns dos pontos mais relevantes sobre esse assunto e que são discutidos no livro que lancei recentemente Tecnologia e Mediação: uma abordagem cognitiva da inclusão digital.

INFOGRÁFICO QUE TRATA DE TIC E MEDIAÇÃO

INFOGRAFICO_TIC E MEDIAÇÃO-2_Barbara Coelho

E então, você tem pensado nisso, ou seja nos processo cognitivos que você emerge quando interage com pessoas e máquinas?  E quando interagem com pessoas por meio delas?  Você se sente preparado para ajudar alguém que precisa de ajuda com as TIC?

Veja outros infográficos clicando aqui.

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Um abraço, Barbara Coelho.

 

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Lançamento do livro Tecnologia e Mediação em Aracaju

No dia 19 de junho, às 18:00, será o lançamento do nosso livro Tecnologia e Mediação. Na ocasião teremos palestra do prof. Methanias Jr. sobre Big Data. Faça sua inscrição no SIGAA da UFS para receber o certificado de participação no evento. Quem convida é o mascote do LTI, Sr. Boquinha!

Lançamento-Aracaju-Livro-Tecnologia e mediação e Mesa Redonda sobre Big data.

Lançamento-Aracaju-Livro-Tecnologia e mediação e Mesa Redonda sobre Big data.

 

INCLUSÃO SOCIODIGITAL E A BIBLIOTECA PÚBLICA: reflexões…

INCLUSÃO SOCIODIGITAL E A BIBLIOTECA PÚBLICA: reflexões…

A sociedade brasileira é historicamente marcada por grandes desigualdades sociais. Segundo o censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2010), a taxa de analfabetismo no Brasil de pessoas com 15 anos ou mais anos é (9,6%), entre a população branca (5,9%), entre os negros é ainda maior (14,4%), e segundo a mesma fonte, ao menos uma proporção (60,5%) de domicílios tem alguma restrição de acesso à educação, proteção social ou serviços básicos domiciliares. Nesse contexto, surge uma nova necessidade humana; a inclusão sociodigital.

Quadro 1 - Inclusão digital Bibliotecas Públicas

Uma parcela muito grande da população brasileira sofre com o abandono e falta de acesso a serviços básicos. A biblioteca pública sempre foi um espaço de democratização da informação e sempre se apropriou das tecnologias disponíveis para fazê-la. Portanto, para continuar a exercer um papel inclusivo, essas instituições precisam transcender suas limitações tecnológicas, a fim de se tornarem um espaço democrático no exercício da cidadania.

O tema biblioteca pública e inclusão digital tem sido motivo de reflexões na sociedade contemporânea, que com advento contínuo de novas tecnologias, é constantemente modificada, desencadeando um processo de exclusão que vem se tornando decisivo para a manutenção de papéis sociais daqueles que estão à margem do uso das TIC. (SANTANA, 2016)

Com isso, percebe-se que na atualidade tão importante quanto a automação das bibliotecas é levar em consideração os aspectos sociais e humanísticos da face tecnológica, é investir no material humano para que haja um efetivo desenvolvimento social, econômico e educacional. Segundo Neves (2017):

“Associar letramento à utilização da internet é o que proporciona recuperar informação relevante nos grandes sistemas (bancos e base de dados), já que é por meio da estratégia de busca que se recupera informação de qualidade e com a pertinência individual, que cada pessoa demanda para produzir o conhecimento.”

A biblioteca é um ambiente em constante crescimento e atualização, essas características, viabilizam o desenvolvimento de programas de inclusão digital nessas instituições, e proporcionam grandes benefícios aos participantes, pois essas ações têm o objetivo de auxilio à cidadania.

Para saber mais leia o livro Mediação e Inclusão digital.

TECNOLOGIA E MEDIAÇÃO: uma abordagem cognitiva da inclusão digital

TECNOLOGIA E MEDIAÇÃO: uma abordagem cognitiva da inclusão digital

Por Barbara Coelho

Livro Tecnologia e Mediação

Livro Tecnologia e Mediação

É com grande alegria que divulgamos o livro Tecnologia e Mediação: uma abordagem cognitiva da inclusão digital.

TECNOLOGIA E MEDIAÇÃO: uma abordagem cognitiva da inclusão digital

TECNOLOGIA E MEDIAÇÃO:
uma abordagem cognitiva da inclusão digital

Prefácio do Dr. Emir Suaiden

O livro tem a proposta de de discutir a inclusão digital a partir da mediação, considerando questões educacionais, políticos, sociais e da infraestrutura física e digital sobre a inclusão digital.

Para adquirir este livro acesse: O site da Editora CRV

 

 

 

 

Ciclo de entrevistas com especialistas (Emir Suaiden)

Emir Suaiden (Ex Diretor do IBICT, prof. Titular da UNB e Coordenador Geral do Mapa de Inclusão Digital) fala sobre inclusão digital e política de informação em entrevista a Barbara Coelho

Arquivo Fiocruz

Entrevistadora (Barbara Neves): Para começar, eu gostaria de saber do senhor qual sua percepção sobre inclusão digital.

Entrevistado (Emir Suaiden): Inclusão digital, como qualquer tipo de inclusão, ela tem um conceito assim muito controvertido. Por exemplo, quando se fala na exclusão social, se imaginava que exclusão era só para as pessoas pobres e marginalizadas. Hoje você pode ter locais acadêmicos, locais de excelência, onde se tem o problema da exclusão. Então ela é assim de forma muito compartilhada, muito dialética, mas por quê? Porque o ensino brasileiro, desde o ensino fundamental, o sistema não conduz o aluno para a inclusão social. E a inclusão digital é mais complexa porque tende de um comportamento cultural, de um comportamento ético e depende também de tecnologia. Se você tem problemas, como poder aquisitivo, você terá dificuldades em ser incluída digitalmente. Se você tem problemas de capacidade intelectual, também terá dificuldades. Então por isso, é muito complexo. E para mim, o fundamental na questão da inclusão é que se tem que incluir o ser humano em sua totalidade. Entendeu? Não é somente ele aprender entrar no Word ou na internet, ele tem que ter capacidade de avaliar a informação, por exemplo, somente no caso dos sites educacionais no Brasil você tem um exemplo. Pois o indivíduo não deve ser dependente do site. Ai é que vem a questão da competência informacional, ou seja, você tem que ter competência para avaliar a autoridade de quem escreveu aquilo, avaliar o tema, a atualização do tema, quer dizer, fazer comparação com outros temas que você ler. Por isso que o Brasil até hoje é um país que tem poucos pesquisadores e muito menos patentes; por que?, porque você não forma o pesquisador de fim nisso. Não só falar que o pesquisador é pós-graduação. Não. Então, por isso que a definição é complexa. Eu sempre faço uma analogia da inclusão digital com a formação de um público leitor. Por parte da CP, no caso do leitor, se tem uma indústria editorial forte, se tem bibliotecas porque depende muito do modelo mental da pessoa. O acesso é fácil, mas você pode morar ao lado de uma grande biblioteca e não utilizar. Eu vejo na região da UNB que se uma biblioteca disponível durante 24 h e as pessoas não usam, tendo acesso. Então você tem na América Latina, e Caribe principalmente, como você não tem público leitor, é grave demais a questão da inclusão digital porque está pré-dispões hábitos de leitor e tecnologia também. Então você tem que formar. Tem que capacitar, avaliar e mudar essas condições no indivíduo, que está acostumado na cópia de dicionários e enciclopédias, no (ctrl C e ctrl V). É sempre uma cultura reprexa, então se tem que mudar esse contexto de exclusão digital.

 

Entrevistadora (Barbara Neves): O senhor acha que estamos vivendo um segundo momento da exclusão digital? (Quero dizer antes, no primeiro momento da Implementação da Socinfo, o Governo se voltou mais para infraestrutura. Hoje em dia como na palestra de ontem se houve falar em necessidade de conteúdo e mediação). E esse momento poderia ser chamado de uma abordagem cognitiva da inclusão digital?

Entrevistado (Emir Suaiden): É. Porque o primeiro momento foi muito bom ele elevou extraordinariamente a questão do custo do Brasil. Por que o Governo anterior, o primeiro mandato de FHC, ele entendeu Sociedade da Informação como informatização da sociedade. Isto foi um erro crônico porque ele criou um projeto para mandar computadores para as escolas e o MEC já fazia isso com o livro e não criava o público leitor. Então hoje os países que tiveram hesito em acabar com a exclusão social implantaram um programa de inclusão que não era só baseado no computador. Você tem que ter capacitação, tem que ter metodologias de mediação da informação, competência informacional e alfabetização da informação. Porque é a mesma coisa, por exemplo, os anglo saxões nascem com essa capacidade de leitura que nós não temos. Então para que a grande maioria do povo brasileiro possa ter acesso à leitura você tem que utilizar metodologias de mediação da leitura porque sozinho ele não chega. E o problema diz que é grave porque somente um leitor forma outro. Então realmente, hoje se percebe que existe uma consciência física de inclusão digital e toda essa questão de se trabalhar as competências informacionais, formar os pesquisadores, utilizar metodologias de mediação da informação e formar um novo pesquisador. Então hoje está cada vez mais claro que não é só distribuir computadores. O custo do computador baixou muito e isso ajuda, mas não é isso que irá fazer com que as pessoas se incluam. Inclusive eu vi a alguns anos atrás um Deputado fazendo um discurso que na cidade dele seriam todos incluídos digitalmente porque todos teriam MPI. Quer dizer isso é uma visão distorcida, pois você tem que aplicar metodologias. Você não pode ter uma cultura complexa e passiva diante do computador. Ou seja, tem que se formar esse leitor crítico; E para o leitor crítico o que interessa é informação em tempo real. Então eu acho que essa capacidade cognitiva está sendo levada cada vez mais em conta HOJE.

 

Entrevistadora (Barbara Neves): E na formulação das novas políticas públicas, voltadas para as questões de informação, o senhor acha que estas questões estão sendo levadas em consideração?

Entrevistado (Emir Suaiden): Sim. Porque o Ibict está, praticamente, recuperando o tempo perdido da inclusão digital. Então nós partimos que para se fazer um planejamento, para se criar uma política de inclusão, o primeiro passo é o diagnóstico – que ninguém tinha – por isso que criamos o Mapa da Inclusão Digital, visando perceber as melhores experiências. Em segundo, estamos levando nossos programas junto a FUNAI, ao MEC. Assim essa política de inclusão é baseada na valorização do conhecimento, na cognição do conhecimento, levando metodologia e incentivando que as pessoas parem de copiar. Pois para você transformar um sujeito em pesquisador, este não pode copiar. Então, nós estamos valorizando muito isso, pois temos experiências no Ibict que todos os problemas do ensino fundamental e ensino médio, por exemplo, a maioria dos alunos tem horror a matemática. Nós temos pessoas no Ibict que faz o ensino da matemática utilizando o computador e software adequado e os alunos ficam extremamente motivados. Quer dizer, devemos acabar com esses problemas, ou seja, escrever adequadamente as políticas. Então qual é o problema? Você tem que motivar. Porque, o que é fracasso escola? evasão, dependência e falta de qualidade. Se tem que recuperar esses traumas desde o descobrimento do Brasil. Ou seja se tem que levar o ensino, isso é o que tentamos fazer em todo os programas de inclusão do Ibict, é algo que motive o aluno. Ele tem que está motivado. E outra facilidade é que essa nova geração tem muita facilidade com as tecnologias. Isso facilita a criação do novo comportamento educacional, cultural e científico.

CAN ONE LAPTOP PER CHILD SAVE THE WORLD’S POOR?

File:LaptopOLPC a.jpg  Artigo mais recente de um dos meus referenciais, Mark Waschauer, questiona se um computador para cada criança pode salvar o mundo da pobreza?

O artigo intitulado “CAN ONE LAPTOP PER CHILD SAVE THE WORLD’S POOR?” apresenta uma discussão sobre o programa americano “Um Computador por Aluno”.  Esse programa que teve inicio nos EUA a partir do Negroponto foi replicado em muitos países, inclusive no Brasil.

Recomendo ler este artigo associando ao livro do Jan van Dijk “The Deepening Divide, Inequality in the Information Society'” ou Aprofundamento da exclusão: desigualdade na sociedade da informação.

by Barbara Coelho

 

3ª Semana de Arte, Cultura, Ciência e Tecnologia – ACTA

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Nossa palestra com o tema Tecnologia e Inclusão Digital: aprofundamento da divisão acontecerá no dia 23/10/13, das 14h as 16h.

SEGUE A PROGRAMAÇÃO COMPLETA: SIBI-UFBA.
21/10/2013

Tarde
– Local: Saguão da Seção de Referência da BURMC
– Palestra de abertura: psicóloga e Profa. Drª Dafne Suit
– Horário: 14h às 15h30
– Ação artística: encerramento musical com a cantora, e servidora da UFBA, cantora Ellen Carvalho

22/10/2013
Manhã
– Local: Saguão da Seção de Referência da BURMC
– Palestrante: Prof. Dr. Haenz Gutierrez Quintana (IHAC)
– Horário: 09h às 11h (incluindo a sessão para discussão)
– Tema: Comunicação Multimodal

Tarde
– Local: Saguão da Seção de Referência da BURMC
– Encontro com os Pesquisadores do SIBI/2013 – 14h às 18h. Acesse a lista dos trabalhos que serão apresentados
– Mediadora: Profa. Dra. Zeny Duarte (Coordenadora do PPGCI/UFBA)

23/10/2013
Manhã
– Local: auditório CEB/BURMC
– Oficina: Na linguagem da calma
– Mediadora: Graça Vieira
– Horário: 09h às 10h

Tarde
– Tema: Tecnologia e Inclusão Digital: aprofundamento da divisão
– Palestrante: Profª Drnª Barbara Coelho Neves (NUCI-UFS)
– Local: Saguão da Seção de Referência da BURMC – PAF Ondina
– Horário: 14h às 16h (incluindo a sessão para discussão)

24/10/2013
Manhã
– Local: auditório CEB/BURMC
– Palestrantes: Prof. Dr. Romilson Augusto dos Santos e Prof. Dr. Francisco José Gondim Pitanga (FACED)
– Horário: 9 às 10h30
– Oficina: Saúde e Bem-Estar
– Mediador: Manoel de Sousa Duarte Neto

Tarde
– Local: Saguão da Seção de Referência da BURMC
– Palestra Dom Quixote
– Tema: Inteligências Múltiplas, com Laíne Boa Morte
– Atividade: apresentação de peça teatral do Projeto Dom Quixote, com os atores Geogenes Isaac Silva do Carmo Santos, Dejenane Lima dos Santos e Karoline Duarte – 14h às 18h

25/10/2013
Manhã
– Local: Saguão da Seção de Referência da BURMC
– Atividades da prospecção tecnológica (palestras, oficinas, workshop, dentre outras), com Gabriela Cerqueira e Saionara Luna. Horário: 9h às 12h

Tarde
– Local: Hall da BURMC
– Atividade: Concurso Literário/Sarau/Premiação dos três colocados
– Horário: 14h às 17h
– Música com temas relacionados à ACTA, com o servidor Pedro Manoel.