[INFOGRÁFICO] 3 Considerações da Mediação para o Uso das TIC

Conceitos como os de mediação, zona de desenvolvimento proximal (ZDP) e interacionismo são recuperados, na atualidade, para explicar e defender a perspectiva de desenvolvimento sócio-interacionista por intermédio das tecnologias.

O lado cognitivo em destaque na intermediação com as TIC

A partir do entendimento do pensamento social e da construção social da mente,  reflexões como as do Vigotski podem ser relevantes para justificar e valorizar a mediação humana nos contextos que envolvem sujeitos com a recuperação da informação, ensino-aprendizagem e processos cognitivos.

No contexto do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), o entendimento de como se desenrola a ZDP parece viável por fazer referência a aspectos cognitivos, como construção do conhecimento e aprendizado, que exaltam a interação social e participativa entre sujeitos em aprendizagem com outros mais capazes. Este processo interativo favorece o aprendizado de ações diversificadas nas TIC.

A ZDP esta relacionada com aquelas funções que ainda não amadureceram, mas que estão em processo de maturação para o desenvolvimento do indivíduo.

Vigotski (2007)

Com base nesses aspectos desenvolvi este Infográfico intitulado 3 Motivos para considerar a mediação no uso das TIC, a partir de alguns dos pontos mais relevantes sobre esse assunto e que são discutidos no livro que lancei recentemente Tecnologia e Mediação: uma abordagem cognitiva da inclusão digital.

INFOGRÁFICO QUE TRATA DE TIC E MEDIAÇÃO

INFOGRAFICO_TIC E MEDIAÇÃO-2_Barbara Coelho

E então, você tem pensado nisso, ou seja nos processo cognitivos que você emerge quando interage com pessoas e máquinas?  E quando interagem com pessoas por meio delas?  Você se sente preparado para ajudar alguém que precisa de ajuda com as TIC?

Veja outros infográficos clicando aqui.

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Um abraço, Barbara Coelho.

 

Árvore filosófica do pensamento pedagógico

Imagem de Milton Alves.
Interessante esta árvore que demonstra o desenrolar do pensamento filosófico, sob a perspectiva da aplicação dessas ideias no âmbito dos estudos pedagógicos.

Muitos desses autores não pensaram diretamente a Educação, mas seus estudos, conceitos e teorias vem contribuindo diretamente para o desenvolvimento da área.

Uma das atrações dessa árvore de pensadores é sua ramificação, ou seja, como os galhos vermelhos da esquerda representam a tendência realista (Aristotelica) e os galhos azuis representam a tendência idealista (Platônica). Outro ponto interessante é o fundamento desses teóricos a partir do momento em que o pensamento se divide com os seguidores de Socrates (origem socrática). Esse é um aspecto que, particularmente, nos chama atenção – e deve ser assim para a maioria dos pesquisadores – pois, podemos ter uma ideia da corrente filosófica que influenciou o autor que fundamenta os nosso estudos, por exemplo.

No nosso caso, não deixamos de observar a localização e a influência filosófica do Vigotski. Diante disso, ficamos pensando se não seria mais apropriado sua aproximação do galho do Marxista. Pois, Vigotski afirmou querer apreender na globalidade o método de Marx, pretendendo fundamentar e construir uma psicologia marxista.

É um movimento parecido que pretendemos nos aporximando dos conceitos de Vigotski, trazendo para fundamentar o nosso esforço em atravessar o fenômeno em direção a essencia da inclusão digital.

Se eu não me engano, não é assim mesmo que se constrói os estudos, os instrumentos, os conceitos e a ciência?

VIGOTSKI NO BRASIL: análise das traduções


No momento atual, estou fazendo a leitura da tese de Zóia Prestes que trata sobre as obras do Vigotski publicadas no Brasil. Em síntese, os resultados de sua pesquisa se constituem em uma interessante análise acerca das traduções. Segundo Zóia, algumas das traduções do Vigotski, sobretudo aquelas baseadas em traduções norte-americanas,terminam por apresentar um conteúdo deturpado dos principais conceitos de Vigotski. Também, Duarte, estudioso vigotskiano, aponta deturpações nas ideias de Vigotski por parte das concepções ideológicas de alguns tradutores. No caráter ideológico, um dos pontos que os estudiosos mais avançados em Vigotski apontam é a assepsia da raiz marxista do construto teórico do autor, por parte de alguns tradutores.
Quando fazem cortes de informações das construções e das raízes conceituais adulteram a ideia do autor, sua história, as influências sociais e culturais que o autor vivia no seu período histórico.

Clique aqui e leia a Tese de Zóia Prestes sobre Vigotski.

Crônica dos Comuns

A leitura deste mês, trata-se de uma coletanea de artigos densos de importância à fundamentação daqueles que lidam com a teoria de Vygotsky. Embora que breves, os artigos abordam teorias que respaldam o projeto teórico mediador entre “os fundamentos da educação e a prática pedagógica”.
Educação escolar, teoria do cotidiano e a escola de Vygotsky, de Newton Duarte, apresenta, além de uma grade teórica canalisada para o entendimento dos elementos que cercam a teoria histórico-critica / pedagogia-crítica, também questionamentos para ilustrar sua trajetória na projeção da teoria histórico-social da formação do indivíduo. O Capítulo 1 demonstra uma das categorias de tal teoria, o indivíduo para-si e o ambito do indivíduo em-si. Ambas as categorias são formadas por um jogo entre indivíduo e sociedade “fundamentado na relação entre objetivação e apropriação e entre humanização e alienação”. Nessa perspectiva, quando o índivíduo se objetiva e se apropria nas atividades conjuntas, ele é consciente de sua humanização. `
[Continua…] Por Barbara CN